terça-feira, 30 de março de 2010

Meu Dia



Conta a História...

Maomé é nome inventado por europeus, em tempos em que a pronuncia de línguas estrangeiras era contornada com soluções de recurso, do mesmo modo que os muçulmanos chamavam Ibn Arrinque ao nosso D. Afonso Henriques. Assim é , tanto que Maomé serve para designar o profeta Muhammed, fundador do Islão e também, o sultão otomano que aqui nos traz, Mehmed II. Mas como Maomé fica porque ais fácil de pronunciar, efectivamente, e porque assim esta surge na generalidade da historiografia em Português.
Com Mehmed Fatih, ou seja, Maomé o Conquistador, abriram-se os horizontes para a grandeza do Império Otomano, que conheceria o seu apogeu, justamente, do reinado deste sultão, nascido a 30 de Março de 1432 em Adrianopla, na Trácia, e morto a 3 de Maio de 1481 em Hunkârçayiri, junto a Maltepe, nas proximidades de Istambul, até à segunda metade do século XIV. Foi um grande líder militar, e a ele se deve a conquista das regiões que , durante séculos, constituíram o núcleo duro do império.
Maomé era o quarto filho do sultão Murad II, nascido da relação com uma escrava. Quando tinha 12 anos, foi mandado em cumprimento da tradição, para Manisa, na companhia dos seus dois tutores. Nesse mesmo ano, o pai abdicou e enviou-o para o trono, em Edirna. Foi o primeiro de dois reinados de Maomé e durou pouco (entre Agosto de 1444 e Maio de 1446), sendo marcado por graves crises internas e externas.
O réu da Hungria, o Papa, o Império Bizantino e Veneza, aproveitando a oportunidade que era a presença de uma criança no trono otomano, organizaram uma cruzada para combater os turcos. Ao mesmo tempo, Edirna era palco de violentos confrontos entre o grão-vizir Candarli Halil, de um lado, e os vizires Zaganos e Sihâbeddin, do outro. Todos asseguravam que estavam a combater para salvaguardar os direitos do jovem sultão…
Em Setembro de 1444, o exército dos cruzados atravessou o Danúbio. Ao saber-se disso, os Hurufi, seita influenciada pelo Cristianismo, foram massacrados em Edirna, onde o ambiente passou a ser de muita tensão e pânico. Depois, quando os cruzados cercaram Varna, Murad II, o pai do sultão reinante, foi instado a deixar o isolamento em que se tinha colocado, em Bursa, para liderar o exército otomano. Assim fez o antigo sultão, sob cujo comando os turcos obtiveram uma importante vitória pondo fim à crise. O jovem Maomé permaneceu no trono de Edirna, enquanto Murad se retirou para Manisa.
Já por essa altura Zaganos e Sihâbeddin tentavam conhecer Maomé II a mandar as tropas à conquista de Constantinopla, mas Candardli Hlil, mais prudente, provocou uma revolta dos janízaros, em Maio de 1446, reconduzindo Murad ao trono. Maomé nunca deixou de se considerar o verdadeiro sultão, mas foi de novo enviado para Manisa, tendo Zaganos e Sihâbeddin como tutores. Está fácil de ver que , durante esse tempo, os vizires nunca deixaram de o incitar a combater, na primeira oportunidade, os bizantinos.
A 18 de Fevereiro de 1451, com a morte do seu pai, Maomé subiu definitivamente ao trono. A tomada de Constantinopla era, par ele, uma verdadeira obsessão mas atendendo ao primeiro reinado do sultão, tanto a Europa como o Império Bizantino menosprezaram tais intenções, tanto mais que o sultão otomano tinha, antes de tudo, de solidificar a soberania entre os seus, que estava longe se ser incontestada. Conseguiu-o rapidamente, com a punição severa dos janízaros, que ousaram provoca-lo, esquecendo, deliberadamente, o presente com que a tradição os obrigava a honrar a subida do sultão ao trono.
Entretanto Maomé ia reforçando significativamente a máquina militar turca, preparando as futuras conquistas e concentrava-se essencialmente na preparação, logística e diplomática, do assalto a Constantinopla. Para garantir a neutralidade d Hungria e de Veneza, assinou tratados de paz que lhes eram claramente favoráveis, e gastou o ano d 1452 a construir a grande fortaleza de Bogaskesen (depois Rumeli Hisari), para controlar o Bósforo, a construir uma frota naval e a encomendar a um armeiro húngaro, canhões de calibre até então nunca visto. O grão-vizir Candarli mostrou-se sempre um grande opositor da empresa e durante o assalto a Constantinopla, tentou, por várias vezes levar ao levantamento do cerco, sendo ferozmente contestado, nos conselhos de guerra, pelo vizir Zaganos, que defendia a continuação dos ataques e foi, por isso, encarregado de preparar o derradeiro assalto à cidade.
No dia do ataque, as tropas foram pessoalmente comandadas por Maomé II, que, depois de consumada a conquista, ordenou a prisão de Candarli, que rapidamente foi levado para Edirna e executado. Quanto a Zaganos, estava ainda mas nas boas graças do sultão, de quem se tornou sogro, e assumiu o posto de grão-vizir. Atendendo a alguma desunião entre as tropas e à longa duração do cerco, Maomé teve de autorizar o saque da cidade, mas suspendeu a ordem um dia depois de aprisionar Candarli. Quando entrou na cidade, à cabeça de um cortejo, , o primeiro gesto de Maomé foi dirigir-se a Santa Sofia e converter a grandiosa igreja em mesquita.
Pôr a cidade novamente em pé foi, a partir dai uma tarefa que tomou grande parte do tempo do sultão. Gregos e genoveses tinham-se refugiado em Gálata, do outro lado do Corno de Ouro, e Maomé convenceu-os a regressar, devolvendo-lhes as casas e oferecendo-lhes garantias de segurança. Para repovoar a cidade, deportou para lá populações muçulmanas e cristãs da Anatólia e dos Balcãs. Permitiu que lá se instalasse o patriarca ortodoxo grego e juntou-lhe um grande rabi judaico e um patriarca arménio, além , evidentemente de promover o Islão em todos os cantos da cidade. Em 1478, estimava-se que a velha Constantinopla e a vizinha Gálata (hoie em dia partes integrantes de Istambul) tivessem 16324 casas e 3927 lojas. Cinquenta anos depois, era a maior cidade da Europa.
Tomada Constantinopla, Maomé renovou os seus objectivos de conquista. Pretendia reconstruir sob domínio otomano o Império Romano do Oriente e torná-lo maior do que nunca. Venceu outras importantes batalhas, como a de Bashkent, e tornou-se, como ele próprio dizia, “senhor de duas terras e dois mares” (a Anatólia e os Balcãs, o mar Negro e o Mar Egeu). Enquanto reinou, liderou muitas campanhas militares, chegando à Crimeia e a Otranto (Sul de Itália). Morreu a 25 quilómetros de Constantinopla, quando preparava uma nova campanha na Anatólia. Embora nos últimos dias tenha sofrido muito com uma crise de gota , há fortes indícios que tenha sido envenenado. As relações com o filhos mais velho, Bayezid, estavam muito tensas, e era outro filho, Cem, quem estava designado pelo sultão como sucessor. Mas foi mesmo Bayezid quem assumiu o lugar do pai…”

Podemos assim dizer que este foi um dos responsáveis pela Queda de Constantinopla e de toda a Idade Média que tanto aprecio !!!

553 anos depois, quem via a luz do dia, longe de Istambul, era EU !


Num mês em que se comemora o dia de muita coisa, Mulher, Pai, Água, Poesia, Teatro, chegada da Primavera, etc, eis que hoje chegou o MEU dia!
Tal como Maomé II, cheguei para lutar pelo que acredito, não é prepotência, é apenas persistência naquilo que quero, na força dos meus ideais, para defender os considerados inferiores, proteger todos os que a minha mira alcança, melhorar com risos, gestos e calor, os dias daqueles que, mesmo que por breves momentos, não sentem a dádiva do bom que é a VIDA, calcorrear este mundo e o outro com as trouxas às costas, mesmo sozinha, e explorar o desconhecido, na fome de mais conhecer, saber e sempre surpreender! Nao olvidando conseguir as memórias perpetuar e olhar para cima da mais inóspita colina e ver sempre lá um sol a raiar...e também só conto morrer envenenada (risos) pois a morte de mim se há-de continuar a pelar!...
eh eh eh

VENHAM MAIS 3 QUARTOS DE 100 pois tou pronta para eles!!!

Adoro-vos também !!! Infinitamente OBRIGADA!

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