segunda-feira, 21 de outubro de 2013

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segunda-feira, 14 de outubro de 2013

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segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Faça parte da minha rede no LinkedIn.

 
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De Liliana Manhente
 
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-Liliana

 
 
 
 
 
 
 
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domingo, 24 de março de 2013

Por favor não percas...é de chorar a rir (Liga o SOM)



quinta-feira, 14 de março de 2013

Red Bull Air Race PORTO 2007

Vale a pena recordar...

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Chuva- ESPECTACULAR


 


Quando nao chove e é culpa do governo, imaginem a chuva tal como estes!...
 
 
ehehehe

domingo, 10 de abril de 2011

Grande Roger Waters, foi Brutalíssimo!


Por vezes ouço as pessoas dizerem sobre os concertos “ Ai, já vi fulano ou X banda uma vez e chega. Ir ver mais do mesmo é gastar dinheiro em vão!” e vejo o quanto penso de forma diferente! Para mim o que é bom é para ser apreciado, o que é muito bom é para ser repetido e louvado!


Tive que esperar que passassem no mínimo dois dias para começar a escrever isto, porque a emoção foi tanta nas 48h que se seguiram ao espectáculo , que pensei que se fosse escrever o que quer que fosse, não teria lucidez digna de espectadora…


E ainda assim, continua a ser difícil concentrar-me nas palavras, tal a ressaca emocional que sinto como se fosse uma toxicodependente há muitas horas a ansiar pelo consumo da sua droga… Vi Roger Waters pela primeira vez em 2006, no Rock In Rio, em Lisboa,na tourné do Dark Side Of the Moon, num dos maiores concertos do festival e da minha vida. Foram mais de 3horas de concerto com um intervalo de 20minutos, e apesar de na altura ter perdido todos os transportes possíveis para chegar a tempo de apanhar o comboio e de ter ficado revoltadíssima por ter chegado ao Porto no fim da manhã em vez de madrugada, pensei que se um dia ele voltasse ao nosso pais, eu voltaria a vê-lo. E não me arrependi!


Como vem sendo do seu apanágio comemorar 30 anos de existência de cada álbum, ou quase, coube iniciar em 2010 uma tournée que celebrizasse os 30 anos do álbum The Wall (1979), um dos mais vendidos na história da música e um dos mais marcantes na História da época, em que o mundo vivia dividido a partir de Berlim, numa Guerra Fria. Foram precisos 10 anos depois para que o verdadeiro muro desabasse, e que em 1990 congratulasse a respectiva cidade com um dos maiores concertos ao vivo de sempre, uma superprodução digna de filme! Desde Junho do ano passado que os bilhetes foram postos à venda e eu não quis esperar que esgotassem e antecipei-me para o único dia disponível entretanto. Esgotou cedo, em três ou quatro dias penso…A ideia do segundo concerto para o dia seguinte não demorou muito e mais ingressos estariam disponíveis.


Tinha a noção que seria uma grande produção do The Wall, mas não quis dar grande importância, nem estava muito fervorosa para ser franca. O fervor é algo de inato, tem a ver com a ansiedade da espera, a forte expectativa que temos em relação a algo ou alguém e desta vez, talvez por terem sido 9 meses de espera, tive tempo de sobra para ter germinado uma vida de afazeres e não uma gestação de fanatismos ou delírios típicos de um crente em fase quase terminal! Por outro lado, já conhecia o álbum e não andei a ouvi-lo. Andei sim a ouvir a sua discografia a solo, pensando até que ele fosse tocar alguma música dele. Não poderia estar mais enganada! A prova como estava pouco expectante viu-se ainda no facto de eu não ter visto vídeos da tournée, nem ter comprado revistas que falassem no assunto ou lido artigos relacionados na internet. Absolutamente nada! Deixei-me levar pela surpresa de quem é analfabeto e não se importa de o ser e assim se manter.


Sai de casa, já um pouco atrasada para o comboio das 14:52. Até que o perdi mesmo! Na recepção de Campanhã, o senhor que me vendia o bilhete, estacou atónito quando lhe perguntei como seria o bilhete de regresso no “Especial Roger Waters” pois mesmo estando um tempo primaveril e quente não estaria para passar a noite no Oriente de novo! “Então quantos bilhetes quer menina?!” “Um se faz favor!”, “Só um?! “ Redarguiu… “Pois, vê-me com mais alguém senhor?! Se me quiser fazer companhia terei todo o gosto!”, “ Não posso menina, infelizmente, mas tem sorte, pois vai ver um GRANDE espectáculo! Quem me dera a mim poder ir ver! Vale mesmo a pena!”. Acabei por apanhar o Alfa seguinte para não ter que aguardar tanto tempo pelo próximo Inter-Cidades e chegar lá quase em cima da hora, sim, por que em situações normais me recusaria a fâze-lo! A viagem foi agradável. Lisboa aguardava-me com um calor bom, cheia de gente em rebuliço.


Entrei no shopping Vasco da Gama para comer algo, não havia restaurante que não estivesse a abarrotar! Ou se almoça tarde por aqui, ou se janta demasiado cedo! Pela varada via filas de pessoas para entrarem no Pavilhão ansiosas por verem o Waters. Eram pessoas de várias idades, mas principalmente dos seus 30 para cima, os fiéis fãs de Pink Floyd…


A cerca de 20 minutos das 20h, as portas abrem-se enquanto eu ainda lambia os dedos do cachorro quente que acabava de comer. Entrei logo atrás de um rapaz com camisa aos quadrados que como eu lá estava sozinho. Lá dentro a plateia e as bancadas enchiam rapidamente, com as pessoas a olharem boquiabertas para o palco e o que parecia prometer um espectáculo e pêras! …


De ambos os lados do palco, pedaços incompletos de muro branco, de esferovite creio, se encostavam às paredes das bancadas, deixando a abertura central para os instrumentos e uma grande tela circular atrás que lembrava a tournée do Pulse ou a que foi usada no Live em Pompeia. Ao centro e à frente mas a pender para o nosso lado esquerdo, estacava um manequim negro com uma gabardine e óculos igualmente escuros. Um pormenor curioso no braço esquerdo da gabardina era uma braçadeira vermelha com martelos a fazerem de cruz suástica como se tratasse de um símbolo nazi… Não haveria banda de abertura, o espectáculo iria ser tão bom que se houvesse algum convidado antes estragaria tudo! Para esquecer os longos minutos de espera, lá meti conversa com o rapaz da camisa aos quadrados que a certa altura, cheio de sede, furou a multidão para ir buscar uma cerveja enquanto eu lhe guardava lugar. Nesse instante lembrei-me que à semelhança do que aconteceu há um ano quando fui ver Alphaville ao Campo Pequeno,estava incontactável, com o telemóvel descarregado, mas em vez dum velho carteirista, tinha ali um estudante de Filosofia Juridica que estava desejoso de voltar a estudar Filosofia apenas e deixar o Direito de parte, pelo que o contacto era mais fluído!


20:45, não tardaria muito a entrar o avôzinho das boas cantigas e dos cenários. A sua pontualidade britânica e virginiana manter-se-á seguramente até à sua sepultura! Uma entrada apoteótica com “In The Flesh” dá lugar à incredulidade geral! Ele surge junto aos três cantores de coro, ao mesmo tempo que o fogo de artificio cruzado em tons de vermelho pinta e esfumaça o palco em rasgos de segundos! Soldados vestidos de nazi , envergando bandeiras com a mesma suástica onde por baixo se lê “Trust Us”, caminham em cima dum andaime superior, em fila, descendo de seguida para manter a solenidade da parada quase militar. Dois deles voluntariam-se para ajudar Roger Waters a vestir a gabardine e a colocar as lunetas escuras do manequim! E grita "Lights! Turn on the sound effects! Action!" Com foguetes luminosos, bem sonoros à mistura de hélices de helicóptero e de turbinas de avião, a trilha se encerra com o embater de um "Stuka" no lado direito do palco e a deitar por terra alguns blocos de esferovite deixando atrás de si um rasto de explosão no ar que se apaga subitamente com o fim da música!


Segue-se a música “Thin Ice”, emocional, a acompanhar a lenta construção do muro, com a imagem de Eric Waters, o seu pai, falecido na 2ª Guerra Mundial e outros soldados mortos quer nas Guerras mundiais, quer na Guerra do Médio Oriente! Se o ambiente já estava animado, ainda mais ficou com a entrada da “Another Brick in The Wall I”, quando do lado direito do palco, se desenrolam primeiro as pernas e depois o tronco e a cabeça de um enorme professor insuflável de vara numa mão e grandes olhos com lâmpadas a servir de menina dos olhos! Entra um coro de crianças vestidas de t-shirt preta com a mensagem escrita em branco: “Fear Build Walls”. Crianças “recrutadas” à Cova da Moura, um bairro muitas vezes problemático em Lisboa. Cantavam ”We don’t need no education, we don’t need no thought control” e tentavam enxotar o infindável professor!


The Happiest Days Of Our Lives” ouve-se, para preparar o público para a grandiosa e ultra conhecida “Another Brick In The Wall 2”, um grito inconformado do sistema, a revolta do isolamento recluso entre-muros na História europeia que se vivia na década de 70. O momento mais marcante desta música para além dos solos do Snowy White, foi ver correr projectado em alta velocidade no muro um comboio da direita para a esquerda com efeitos de luzes sobre o palco e sobre a plateia! Soberbo mesmo!


O concerto estava ainda longe do fim e já o público estava mais do que conquistado e ainda mais siderado ficou com a entrada da guitarra em punho na “Mother”! Porém, ainda antes de entrar, Waters faz uma intervenção verbal, fala dos 31 anos que se passaram desde o lançamento do álbum e relembra aos portugueses com orgulho que Portugal foi a casa escolhida para iniciar esta enorme Tour na Europa! O público delirou claro! Do lado esquerdo uma enorme e larga boneca insuflável com ar sisudo, de avental, braços gordos cruzados sobre uma pança abastada, na figura de mãe. Num tom de embalar, o próprio Waters, baixista por excelência, tocou a guitarra da “Mother” enquanto apontava para a tela redonda atrás para que as pessoas vissem em retrospectiva imagens suas de um concerto dado na década de 80, nos primeiros anos de Tour logo após o lançamento do The Wall. Quando ele diz na música “ Should I trust the government?” e acena negativamente, o público aplaude-o vivamente com assobios, sentindo-se mais do que compreendido. No muro, cada vez mais reconstítuido, era projectado a correr da direita para a esquerda algo como “ mummy says: Don’t Worry, every thing will be all right!” que era o que os portugueses queriam e querem ouvir no fundo… Foi uma sintonia mágica! A música é, sem dúvida, uma linguagem universal que só quem a sente a compreende.


Chega-se a uma parte em que a música e o cenário se adensam ainda mais, tornam-se soturnos, inóspitos com a “Goodbye Blue Sky”. A suavidade da música é contraposta às fortes imagens do muro, de aves a transformarem-se em bombas e em aviões de guerra, de cifrões, de estrelas de David aludindo aos judeus e a Israel, do símbolo da Shell a caírem do céu negro, do peso do capitalismo sobre os homens…Depois vem o desolamento da “Empty Spaces“ reflectido na imagem de duas flores a cheirarem-se a envolverem-se e a unirem-se, a transformarem-se em plantas carnívoras, e ao crescimento desenfreado dos arranha-céus num mundo cada vez mais industrializado, com espaços vazios de sentimentos, cercado por um muro construído pelas próprias pessoas, onde a pureza das flores vira arame farpado e os homens bons se transformam e exploram os próprios homens, numa alegoria perfeita sobre o denegrir humano! E para arrebitar as pessoas, sucede a “Young Lust” pela voz que seria do David Gilmour, agora substituída por um convidado de Waters, ao passo que na tela e no muro passavam imagens de mulheres lindas, corpos femininos, sensualidade cinéfila... ouve-se o telefone a tocar e inicia a “One of my turns”, uma música cheia de mudanças vocais e rítmicas que no seu término prepara o público no grito “Why Are you running Awaaaaaay…” para a loucura do isolamento que advém na doentia e cinzenta “Don’t Leave Me Know” . Com esta música há um regresso ao negrume idêntico ao da “Goodbye Blue Sky”, mas é mais doentia, quase que nos lembra um psicopata sozinho na sua insanidade, incitado pela forte cadencia do piano, a guitarra perdida com ida, mas sem volta e a voz do Waters a sumir-se, quase a esvair-se mesmo, uma música que eu dedicava a um colega meu do Carolina Michaelis, o João “Computer Face”( nome que carinhosamente lhe apelidei, pela sua ausência de expressões faciais!) por vê-lo sempre isolado no recreio, nos corredores e nas salas de aula…


Quase que levando um estalo, o público acorda com a rapidíssima “Another Brick in the Wall (Part III)”! Houve-se um grito do Waters, 4 ou 5 murros num vidro que seria duma tv onde estariam a dar noticias, vêem-se rachadelas nesse vidro projectado, as imagens do noticiário multiplicam-se até que o vidro estilhaça de vez e a música irrompe, assim como as luzes atrás, na tela circular, de dentro do muro para fora, através das brechas! Nessa altura já o muro estava quase todo construído, faltando apenas três brechas centrais, para se poderem ver alguns músicos e o próprio Waters. Poucos “bricks in the wall” faltavam realmente! As imagens do muro eram também elas rápidas, de confrontos, interferências como se fossem de televisão, raios, flashes, as estrelas de David, as marcas de produtos mais vendidos no mundo! O muro era agora um enorme, brilhante e ofuscante plasma à nossa frente! A projecção era de um muro sobre o muro, e nessa projecção vêem-se blocos a desaparecerem. O pavilhão está todo às escuras. Nessas falhas de blocos da projecção, fica tudo negro por baixo, o que dá a impressão de faltarem blocos a sérios, mas o muro mantém-se lá, firme e hirto! Os blocos parecem que explodem e vão desaparecendo em fade away e a pulsação é obrigada a baixar. Fica tudo definitivamente escuro. Um único rectângulo central do muro é o que resta para o fechar. Waters assoma iluminado por uma forte luz azul que sai detrás de si e ilumina o público, como se fosse uma janela, e tenta cantar a pequena“Goodbye Cruel World”. Custa-lhe a começar, aliás não é cantar é falar, pois nesta música é o que ele faz…custa-lhe porque os gritos de satisfação do público, as palmas, os infinitos flashes das máquinas que eram proibidas desde o inicio do show, as lágrimas dos fãs perante tamanha beleza, são tão grandes, que ele olha-nos cala-se por momentos, também ele emocionado pelo que acabava de provocar…e ele próprio pega na última tampa que servia de bloco, e fecha o muro, criando definitivamente a separação do palco e do público. Aparece em letras brancas no escuro do muro “Intermission”.


Durante os quase 20 minutos que se seguiram tivemos um intervalo. O meu recém companheiro aproveitou para ir beber. Nesses minutos o pavilhão atlântico era um pavilhão com luzes semi-ligadas, som clássico de fundo e um muro activo, onde passavam imagens dos óbitos dos cadernos de guerra. Eram velhos militares, activistas, repórteres, jornalistas, enfim, um registo necrológico de fotos e breves descrições digitalizadas de folhas com linhas, sempre a mudarem no grande painel. E a plebe estava entretida a ler e a comentar apontando o grande muro em simultâneo.


Lights off e ouvem-se os acordes da “Hey You”. Apenas o grande muro iluminado de branco e a música a vir detrás deste. Não se viam os artistas nem o Roger!! Esta exibição serviu para deixar o público ainda mais surpreso. Poderia o senhor estar muito cansado ainda no seu intervalo e ter feito playback que ninguém daria por ela! Quando profere a palavra “brain” da parte “No matter how he tried, He could not break free. And the worms ate into his brain.”,o muro branco projectado no muro abre uma brecha na imagem, mesmo a meio, uma brecha preta como se fossem dois muros a abrirem-se, donde vem um animal a correr parecendo ir contra a camera, manchando o muro de vermelho, voltando-se de seguida a fechar-se simbolicamente e a tomar a tonalidade cinza clara, para dar a vez a “Is There Anybody out There?”. Dois olhos humanos a olhar para o publico são agora projectados no muro e não tardam holofotes são apontados sobre a multidão, como se fossem os focos duma cadeia a apontar para o interior para verificar se algum recluso está em fuga, até que dois blocos são mesmo retirados e vê-se um artista com a sua guitarra clássica a tocar para o público. Sem que as pessoas se apercebam que do lado esquerdo está a abrir uma grande porta , escuressem propositadamente o muro e surgem dois grande aviões em direcção ao publico, para dar tempo da música entrar, de vermos depois o Roger Waters a cantar sentado no sofá, junto a um candeeiro e uma tv, nessa mesma brecha/porta que abriu de cima para baixo sem que o púbico notasse! No preciso momento em que a guitarra da música começa, Roger liga a luz da sala e canta para nós embalado por um piano vivo! Foi um toque magistral. No final dá-se a imagem duma explosão dum avião a despenhar-se em queda no grande muro e Waters corre para dentro como se estivesse fora do tempo, a porta fecha-se de baixo para cima, com a sala improvisada pregada ao próprio muro desaparecendo para lá deste, sem a ajuda de ninguém, tal qual uma porta automática!


Chega a música a sentimental “Vera”, com imagens duma menina a receber o seu pai soldado, e de abraços de soldados…até que a bateria soa ritmada, exactamente como uma parada militar e finalmente surge Waters em pé à frente do muro, com as imagens dum tanque por trás, como um soldado no meio do mato seco, de braço no ar a gritar “Bring Boys Back Home!” , sucedida de vários cenários de destruição, crianças famintas e moribundas, sob a frase gigantesca “Every gun that is made, every warship launched, every rocket fired signifies, in the final sense, a theft from those who hunger and are not fed, those who are cold and not clothed” de Dwight Eisenhower …duas músicas pequenas mas com muitos efeitos visuais e vocais que foram absolutamente de cortar a respiração!


Eis que chega a “Confortably Numb” uma das melhores músicas dos Pink Floyd, com um dos melhores solos de guitarra na história da música! Atrás de si, abre uma brecha simbólica branca, como se fosse a entrada de luz de fora do muro, e ele canta gesticulando para nós! Na voz que seria do Gilmour, vê-se um dos convidados no alto do muro a cantar para baixo, e o Waters a puxar por ele cá de baixo com os braços e do lado direito muro um guitarrista de cabelo comprido que imitou quase na perfeição Gilmour na guitarra, Dave Kilmister… e a brecha branca central do muro ia torcendo como uma espiral, à medida que o solo enrodilhava ainda mais e deixava o publico zonzo de tanta perdição! Nisto, do lugar onde eu estava consegui ver Roger Waters à procura dum ponto do muro, até que finalmente vai atrás duma discreta luz vermelha que lhe apontava o local onde tinha que bater e com a cabeça bate no muro e põe os braços em volta como símbolo de desespero…no momento em que bate no muro, vêem-se blocos a partir num colorido tipo arco-íris enorme na imagem projectada e um sol forte, vivo, ofuscante no fundo e ele de costas para nós, vibrava somente com os braços em movimentos ascendentes. Tão ascendentes como o solo de guitarra e como o sol do muro! Do lado esquerdo de cima do muro é lançado um porco preto insuflável, com os desenhos graffitados dos símbolos que tinha passado no muro na música “Goodbye Blue Sky” e com a frase “Trust Us” entre o lombo e a coxa do suíno! Este porco daria a volta aérea pelo pavilhão até ao fim do concerto. É o triunfo dos porcos, aquele em que acredita!


Surge novo truque de imagem, aparece uma linha branca horizontal no bordo superior do muro para abrir a imagem de pilares brancos que se assemelham a grades duma prisão, enquanto em baixo, no escuro, surgem os instrumentos em frente ao palco, vindos de trás do muro para a frente, por debaixo do muro e do palco! Novamente sem palavras! O coro é prestado pelos militares de boina vermelha que teriam entrado na musica de abertura, “In The Flesh” e que figurariam na musica a seguir “In The Flesh 2”. Entre os pilares da imagem, caiem panos pretos com as suásticas dos martelos. No cimo do muro esvoaçam as bandeiras reais agora pousadas ou seguras nas mãos dos tropas, não sei bem, porque de cá de baixo não via bem, o muro era alto! Assim, o Roger saca duma G3 de brincar e começa a dar tiros sobre o público e sobre o muro e as suásticas, fazendo esses panos caírem simbolicamente! Depois de tirar a gabardine de Furher novamente, diz alto “ Alright, I get paranoid in Lisboa tonight!” e o público berra “Roger Roger Roger” ! E ele grita que a próxima música é “Run Like Hell”! Sem tirar os óculos e a apontar para o público com a braçadeira do Fuhrer ainda posta e a gesticular a corrida com dois dedos, canta eufórico frente à multidão aos saltos! Os clarões sucedem-se no muro, entre os pilares, com frases a grafitti vermelho e blocos a mudarem, como que a limparem a palavra anterior, sempre no segmento do “I” etc, “ I Lead”, IProtect”, IFollow”, “IResist”, “IProfit”, “ILose”, “You Better Run!”, “I Teach”, “I Learn” , “I Believe” com as caras dos lideres comunistas da Rússia e da China, “IPaint” com a cara do Hitler, “IKill”, “IPay”, até que o porco preto insuflável,jade regresso, é iluminado com um foco vermelho em cima do muro, no lado esquerdo e desaparece! E continua a ilusão de óptica de que no muro os blocos estão soltos sobre o público e há helicópteros atrás a dar sinais de luzes ou holofotes! Roger volta a dar tiros sobre uma faixa escrita que é debruçada simbolicamente no muro! Inicia a “Waiting for the Worms” . Vemos aqui imagens de minhocas gigantes castanhas avermelhadas a ziguezaguearem entre as grades da prisão! Depois pega num megafone e canta com ele, com o velho vídeo dos martelos a marcharem sobre as aldeias e cidades. Toca depois a fugaz “Stop” e inicia a “Trial” que mais se parece uma banda sonora de desenhos animados, já que a tela era só desenhos da história do The Wall. As pessoas gritam juntamente com o vídeo “Tear Down The Wall”, até que o muro abana a partir de cima, caiem dois blocos e depois cai o resto do muro! As pessoas afastam-se pois os blocos mesmo de esferovite causaram poeira e aparato com a queda! O pavilhão fica às escuras e só o que resta do muro onde figura o busto de uma mulher aviadora em cada lado a bater palmas e a tela redonda atrás é que ficam com tonalidades vermelhas! Os 12 músicos vêm para a frente do palco e dos blocos verdadeiros partidos cá em baixo e tocam a última música “ Outside The Wall”. Luzes vermelhas e brancas alternadas ligaram-se sobre o que seria o topo do muro. Uma chuva de papéis vermelhos é lançada sobre as pessoas. Eram cruzes de Cristo (simbolizariam a Religião ou mortes durante as guerras mundiais e do conflito Israelo-Árabe), estrelas de David (alusivos à perseguição dos judeus, o Holocausto), símbolos da Shell ( o Consumismo?), o dólar ( a moeda, o Capitalismo?!) quartos de lua ( para caracterizar os países do Oriente ?),que os apanhei a todos no fim do espectáculo, juntamente com muitas outras pessoas de rabo para o ar à cata no chão!...”Obrigado Lisboa” repetiu vezes sem conta! “We had a fantastic audience” e algo como” Quando lançámos este álbum não tivemos o respeito que temos hoje!”… em jeito de saída mas ainda a tocarem à medida que iam abandonado o palco, ele dizia a cada um dos músicos“ Obrigado to…” .

No fim, disse entusiasmado “Obrigado to SNOWY WHiTE” ( ex-Thin Lizzy) e”Obrigado to David Kilmister” que anda com o Roger na estrada há muito tempo a fazer os solos do Gilmour! “Obrigado for me” a bater no peito e de punho cerrado no ar! Adorável e memorável!


Ofereceram-me uma t-shirt à escolha, tive companhia para beber uma água cá fora enquanto o comboio não vinha, e no comboio tive a companhia dum fotógrafo do concerto, o caminho todo até Espinho, pena foi que a minha cabeça inundada de emoções acabasse por tombar diversas vezes para a frente! Sou muito grata por ter tido uma noite fantástica como esta! Ainda hoje me comovo na lembrança do que se passou naquele dia 21 de Março! Ouvi dizer que foi o último concerto a solo que deu em Portugal…Espero ainda poder vê-lo a comemorar os 30 anos do álbum “Final Cut”, a sua segunda “filha”, segunda Obra-Prima…Quem sabe?!


Celebrei a entrada na Primavera da melhor forma possível, e isso ninguém me pode tirar!

quinta-feira, 10 de março de 2011

Março Marçagão, manhãs de Inverno, tardes de Verão...




Ainda não é Primavera mas já cheira!

Sinto uma alegria imensa ao acordar de manhã e ouvir os pássaros a chilrear, e a fugirem por entre os galhos que embora nús, já sustentam as cabeças verdes a quererem romper o austero castanho destes…
As energias do Hemisfério Norte da Terra voltam a repor-se e o equilíbrio dos seres volta a querer reinar! Neste mês de Março, mais do que o chuvoso e primaveril Abril, sinto que o planeta Marte, que rege o signo zodiacal que se aproxima, Carneiro, traz consigo a bravura, a contenda, a convulsão e o martírio (daí o nome de Marte). Este optimístico mês, traz a fé aos homens. O signo que abre este mês, Peixes, é um signo de crenças, de religião, e as primeiras chuvas do inicio de Março, lembram a água e o sentimento pisciano… Porém, com o romper da Aurora, com o nascimento das coisas, das pessoas, dos animais, que saem felizes das suas tocas, as trincheiras do rigoroso inverno, da natureza, nascem também as criações dos homens, lançam-se livros, lançam-se álbuns de música, vendem-se mais produtos, consome-se mais daquilo que se poupou em Janeiro e Fevereiro, os comerciantes ganham mais, as pessoas andam mais bem-dispostas e satisfeitas na rua com os seus planos de férias a serem aprovados para o Verão que se segue, vestem menos roupa, passeiam na praia sem receio de ventos inimigos, deixam de se entregar tanto ao sono e ao cansaço, revigorando-se na simples esperança de dias mais reconfortantes e vivaços! … É um mês profícuo para todos, sem dúvida alguma! As manhãs estão frias, mas não impiedosas! As tardes são quentes e convidativas! As noites não são ainda de fiar para andar sem um bom agasalho, mas já não são polares! Este é o mês de muitos caprichos, em que algumas guerras no mundo se acentuam mais, vejam o caso da Líbia mas também a revolta por uma boa causa no mundo Árabe graças aos pioneiros Egípcios! É ainda o mês de alguma transformação, de pioneirismo, aventura, criação e emoção, com pouca razão, apenas o gosto de observar, trabalhar, executar, dar, animar e também agradar… O Carnaval calhou este ano em Março, o que reflecte a multicolor alegria das roupas e das gentes por trás do seu disfarce! Se eu mandasse deveria o alegrete Carnaval ser sempre em Março, e a fúnebre Pascoa ser sempre em Abril! Mas depois, que seriado pobre Fevereiro sem festa para celebrar? Pois é, Março joga com Fevereiro e com Abril, uns anos comanda o Carnaval, outros, mais raramente, comanda a Páscoa, mas o que mais me consola e que nunca deixa de comandar, é o princípio da Primavera e o bem-estar que esta estação nos traz!

Neste Marçagão, mês das minhas Primaveras, terei ainda a chance de comemorar a entrada do Equinócio com um concerto de Roger Waters, um dos velhos mentores dos Pink Floyd, que virá a Lisboa apresentar os 32 anos do álbum The Wall, fazendo uma recriação deste, naquele que promete ser um grande concerto, dado terem esgotado os ingressos do primeiro dia, 21/3, em poucas horas! Este grande senhor da música, o “avozinho” como carinhosamente lhe chamo, com a sua imaginação fértil, trará horas de animação e de boa música que valerá bem o preço do bilhete! O seu pai morrera na 2ª guerra mundial, e a ele dedica a música “When the Tigers Broke Free” que se espera que venha a tocar em Lisboa à semelhança do que aconteceu em 2006,no Rock In Rio quando o vi pela primeira vez em concerto, em mais de 3 horas de espectáculo. Irei ouvir músicas repletas de letras sobre guerras, sobre a vida dos homens, sobre a História que ele tanto adora, sobre as convulsões no mundo tão típicas do mês de Março... Aguardo que se repita no mínimo, mas tenho a perfeita noção que será melhor e que terá mais cenários!

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Rudy Schenker , o Guitarrista Escritor

Não foi desta que pude estar em Lisboa a assistir à apresentação do livro de Rudolf Schenker, um dos fundadores da minha querida banda, Scorpions, no passado dia 25 de Fevereiro na Universidade Autónoma de Lisboa e na Fnac do Colombo. Estiveram também presentes o vocalista dos UHF, uma das velhas bandas de 80 portuguesas, contemporâneas aos Scorpions, e a promotora de eventos, Arlinda Mestre. O prefácio do livro esteve a cargo de Paulo Coelho, talvez por ser um nome de sucesso de vendas de livros em todo o mundo...Nao sei por quê esta escolha, mas irei saber assim que adquirir o livro que muito gosto terei certamente em ler, e encarar este anunciado luto musical com a maior positividade possível!


sábado, 26 de fevereiro de 2011

Novo Acordo Ortográfico


Minha gente,

Vamos ser parte activa deste movimento!

Eu ja preenchi, imprimi, assinei, digitalizei e enviei o impreso por e-mail, guardando a copia em papel para mim. Já fiz a minha parte!

Nao se queixem nem chacotem das palavras que aparecem em rodapé nas noticias do telejornal da RTP, ACTUEM!

In Facebook:


"90.000 "clicks"? Não chega!
No momento do envio desta mensagem, a página da Causa "Não queremos o Acordo Ortográfico" regista 90.327 adesões.

Extraordinário, não é?

Não, não é. Infelizmente, não é nada de extraordinário, em termos de resultados práticos.

Isto significa apenas que mais de 90.000 pessoas se deram ao "extraordinário" trabalho de "carregar" num botão virtual. Nada mais. Este número de "clicks" indica, no máximo, que essas pessoas - das duas, uma - ou não querem realmente o "acordo ortográfico" ou apenas quiseram ser simpáticas para com quem as convidou a "aderir" à página. Ou então, terceira hipótese e se calhar a mais provável, terá pensado a maioria que "isto enquanto for carregar num botãozinho, tudo bem, mas lá preencher um papel, bom, isso é que não, não há vagar".

Na realidade, verifica-se esta coisa estranha: dos mais de 90.000 aderentes à página da Causa, aqui no Facebook, apenas cerca de 2% (DOIS POR CENTO!) se deram realmente ao trabalho de subscrever a ILC. De facto, temos verificado que boa parte das assinaturas já recebidas resultou de recolhas que os voluntários vão fazendo, entre amigos e colegas ou em recolhas de rua. Logo, por exclusão de partes, fácil é concluir que muito poucas destas 90.000 pessoas se "incomodaram", se deram ao trabalho, este sim, verdadeiro e útil, de imprimir, preencher e enviar o impresso de subscrição da ILC contra o mesmo "acordo" que todos aqui teoricamente dizem "não querer".

Caro/a subscritor/a da Causa "Não queremos o Acordo Ortográfico!", esta mensagem é-lhe dirigida a si, pessoalmente: se ainda não subscreveu a ILC contra o AO90, faça-o agora, imprima, preencha e envie o seu impresso de subscrição.

Se já o fez, bem, óptimo, a Causa agradece, isso significa que pertence à ínfima minoria que não se limita a carregar nuns botões e "pronto". Se já assinou e enviou o impresso, fez bem, fez perfeitamente, porque fez alguma coisa além de um "click" tão fácil quanto vazio.

"Aderir" a uma página no Facebook não passa de uma simples operação electrónica, totalmente virtual e de absolutamente nenhum efeito prático. Ou seja, é muito pouco ou, abreviando, não é nada.

A ILC está aí, pronta há quase um ano e já subscrita por alguns milhares de pessoas. Leia, assine e divulgue também.

Isso sim, isso é alguma coisa. "



E os génios da RTP que passaram o Egipto para Egito, o que faz dos seus habitantes Egicios Foi lindo!...

Nos nossos sete, oito e nove anos tínhamos que fazer aqueles malditos ditados que as professoras se orgulhavam de leccionar. A partir do terceiro erro de cada texto, tínhamos que aquecer as mãos para as dar à palmatória. E levávamos reguadas com erros destes: "ação", "ator", "fato" ("facto"), "tato" ("tacto"), "fatura", " reação", etc, etc... Já para nao falar no atentado à herança cultural e de berço da nossa Nação!

Com o novo acordo ortográfico, voltam a vencer-nos, pois nós é que temos que nos adaptar a eles e não ao contrário. Ridículo...

Mas, afinal de onde vem a origem das palavras da nossa Língua? Do Latim!! E desta, derivam muitas outras línguas da Europa. Até no Inglês, a maior parte das palavras derivam do latim.
Latim que embora seja hoje uma lingua morta, tem importancia capital para areas como o Direito, História, Arqueologia, Literatura, Teologia, Biologia, etc.

Então, vejam um exemplo, que se poderia aplicar a Factor, Reactor, Tacto, Sector, Protector, Selecçao, Extacto, Baptismo, Excepção:



Em Latim -Actor

Em Francês -Acteur

Em Espanhol- Actor

Em Inglês - Actor

Até em Alemão, reparem: Akteur

Velho Português (o que desleixámos) -Actor

O novo Português (o importado do Brasil)-Ator

Conclusão: na maior parte dos casos, as consoantes mudas das palavras destas línguas europeias mantiveram-se tal como se escrevia originalmente.

Se a origem está na Velha Europa, porque é temos que imitar os do outro lado do Atlântico? Sim , isto não foi um acordo, foi uma adopção e imposição transatlântica!

Mais um crime na Cultura Portuguesa e, desta vez, provocada pelos nossos intelectuais da Lingua de Camões, muitos dos intelectuais que só se servem de interesses pessoais usando as forças globais dos portugueses!



Acedam a :

http://ilcao.cedilha.net/

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

SE UM DIA A PAZ VIER A PRESTAR


Depois da pequena obra de poesia, foi lançado oficialmente o romance de José Manhente, ( meu irmão) intitulado “ SE UM DIA A PAZ VIER A PRESTAR” dia 7 de Janeiro no Auditório do Hospital Sto António, com o apoio do escritor Manuel António Pina. Trata-se de um romance que o autor considera de “híbrido que junta um canto de jornalismo com crónica de costumes, passando por uma vertente autobiográfica”...

Informo que o preço de lançamento é de € 5 !!! Toca a aproveitar!!!


“Um romance que retrata os vários momentos de tensão social vividos em Barqueiros, naquilo que a opinião pública reconhece como uma das maiores manifestações ecológicas do século XX em Portugal.

Uma empresa mineira que ostensivamente extraía areias e caulinos em pleno centro histórico da freguesia, contrariando assim, com este atentado ambiental, a indefesa população de Barqueiros. Uma força militar sempre de mãos dadas com o poder económico. Políticos comprometidos que, na hora em que se impunha defender o supremo interesse da saúde pública, passaram imediatamente a assobiar para o lado.

E é precisamente em Setembro de 1988, no contexto deste crescente conflito, que Miguel Durães, um jovem professor do ensino básico, chega à pequena aldeia minhota. Por imperativos de consciência e de cidadania acaba por aderir ao Movimento Cívico de Barqueiros, contribuindo com a sua voz esclarecida e com a sua presença nas diversas acções de rua. Durante a sua permanência na aldeia desenvolve estreitos laços de amizade com os habitantes do lugar do Alto, especialmente com dois irmãos do nº 310.

Para os anais da História ( de 1983 a 1989), a “ Guerra dos Caulinos” ficará perpetuamente marcada pela trágica ocorrência de duas mortes civis, todavia, recordada positivamente pela abnegação, tenacidade e autarcismo de um povo”

In “SE UM DIA A PAZ VIER A PRESTAR”, José Manhente




“ É um policial, tem suspense, é auto-biográfico, é humoristico, é sociologicamente curioso...enfim, podia perfeitamente ser adaptado ao cinema ou à televisão”

Por Manuel António Pina



“ A visão da <>> é manifestada por José Manhente através de uma escrita sedutora , bastante envolvente que consegue transportar o leitor para uma época não muito distante”

In Barcelos Popular



“Contexto internacional influenciou Guerra dos Caulinos”.

In Jornal de Barcelos

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Abraços Gratuitos


In Facebook pode-se ler:

"Planeamos distribuir abraços grátis na rua de Santa Catarina para incentivar a solidariedade entre as pessoas e alegrar a época natalícia, oferecer amizade aos que mais precisam e incentivar a partilha de humanidade com os outros.
Será dia 12 de Dezembro, e começara a concentração por volta das 14h30. Será elaborado um vídeo, para depois juntar ao vídeo feito em Lisboa, de modo a juntar “as duas capitais do pais” num abraço gigante. A única coisa que será necessário trazer para além da presença é também um cartaz, camisola,etc... a dizer “abraços grátis/ free hugs”. ´


Uma organização de Muxima Chasing Hands

Que tal dar-mos algo que nem sempre é fácil de dar e que nao tem preço?!

Eu VOU! Traz um cartaz e oferece-te a esta iniciativa!

Que Saudades...




Vale sempre a pena recordar este video único que me marcou quando eu era trés petite!

Ainda hoje tenho as bolachas em alta consideração e presentes na minha dieta hiper atlética!

O Monstro das Bolachas era sem dúvida um dos meus favoritos!

eheheh

A *Ajuda de Berço

A *Ajuda de Berço* que recolhe e cuida de bebés em risco, está também em
risco de fechar portas por falta de verba.·
Para ajudar, a Presidente, ontem em directo na SIC Notícias, sugere uma
simples chamada telefónica para o número *760300410.* São 60 cêntimos que a
nós não fazem diferença e que podem fazer a diferença para eles.
Contribuam para esta boa causa.
Se quiserem, divulguem pelos vossos contactos.
Basta um milhão de chamadas para garantir o funcionamento durante um ano.

Vamos TODOS ajudar por favor!

Obrigada a todos!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

6 de Outubro, um dia para nunca esquecer!





Mais uma vez a excursão Azevedo’s nos levou a nós, fãs de bandas, a ver o concerto esperado desde a ultima vez, em 27 de Maio de 2006 em Lisboa...
Desta vez o “cartaz” apelava-me mais do que no Rock In Rio, na altura quando vi Pitty, Xutos e Pontapés e The Darkness, Pitty foi uma revelação na altura, Xutos já todos conhecemos e Darkness enfim, uma seca que deu para aguentar em prol de ver Axl Rose.
Agora o “ Cartaz” era a abertura antes dos Guns assegurada pelo Sebastian Bach! Ex- vocalista dos Skid Row, velho amigo do Axl, que inclusivé alguns dos seus espectáculos teve que assegurar em momentos que o Axl não podia cantar, por quem os meus ouvidos nutrem alguma simpatia também e por quem estava desejosa de “conhecer” ao vivo!

O pano de fundo do palco deste artista com características de menino, era o do último álbum “ Angel Down” . A sua entrada foi estilo relâmpago! Parecia mesmo ser o artista da noite, para quem não sabia o que se iria suceder por ali…
Às 20:30 entra portanto em palco, com a “Slave to The Grind” mas mais rápida do que a original, parecendo que o concerto teria que ser um corrido, o que não foi pois esteve ali uma hora e meia a actuar!

Tal qual um artista de circo, com o microfone e o fio a voarem sobre a sua cabeça em círculos, mais de 300Km/h, estava sempre a ver quando é que se ia enrolar à volta do seu pescoço e ele tombar sem fôlego…mas enganei-me sempre!
Entre temas que para mim são completamente desconhecidos, confesso, não se ensaiava a falar em português, meio abrasileirado claro, várias frases para afagar o público! Um brasileiro atirou-lhe inclusive uma bandeira do seu país e mais ninguém luso até ao fim quis fazer o mesmo, pois diziam-me “Esta bandeira é pró Axl” , ao que respondia “ Oh cromo, achas que o Axl vai saber de quem é no meio de tanta gente e de tanto gajo a querer dar a sua?! “ e o meu companheiro da causa também não a queria dar…

Fiquei eufórica com a "Piece Of Me", "18 & Life", "Monkey Business" e "I Remember You" mas a que eu queria mesmo era a “ Youth Gone Wild”! Foi mesmo Wild! Havia uma miúda com os seus 13 anos às cavalitas, pelo ar, em soutien e que o Sebastian fazia questão de pedir que o tirasse! Não se tinha apercebido de quão miúda era! Pudera, quem é que com 13 anos vai a um concerto de heavy metal?!
Sebastian fez questão sempre de dizer que era a primeira vez que actuava em Portugal e estava a comemorar o seu 25º aniversário de carreira e intervalava com “ Querem ver Guns n Roses!?” e "Lisboa, capital de Portugal, hoje Lisboa é capital do rock", para por o público ainda mais eufórico! Até que arranco a bandeira ao meu amigo e a atiro pró palco, sem o seu consentimento, e logo ganhando a sua resignação!!!






Às 22horas acabou a sua actuação e só uma hora e meia depois é que teríamos Guns!
Esse tempo de espera foi terrível! Os meus rins estavam massacrados de dor!
Entram em palco com a “Chinese Democracy” e um panorama vermelho, lindo, em todo o palco, e fogo de artificio! Segue-se “Welcome to The Jungle” , para minha grande loucura, e “ It's so Easy” e “Mr.Brownstone” sem grande surpresa. Os ânimos serenam com a belíssima “Sorry” , música intensificava as imagens da tela, de pessoas a discutirem, uma possível rotura de casais, uma tristeza ou remorso latente no Axl quem sabe…

Uma estranha onda de calma e alguma apatia do publico se viu quando soou a “Shackler's Revenge” , uma música que nem é lenta, mas que a maioria parecia desconhecer…
O Solo de Richard Fortus surge entao, um solo que não foi feito para chamar as atenções todas como era o de Slash, também porque havia ainda muitas músicas para tocar, mas que fica marcado pelo tema do James Bond.
Live And Let Die, surge ao fim de sete músicas tocadas. Os mesmos efeitos pirotécnicos, trouxeram-me à memória por breves momentos o Parque da Bela Vista…
E as teclas de Dizzy Reed reconfortam os recalcamentos da plebe em “This I Love”… a voz de Axl é imperturbável neste momento e as pessoas embalam ao som do solo de Ashba até ao fim da trilha, para depois acordarem todos em força para a maravilhosamente obscena “Rocket Queen”, cujos gestos de Axl típicos estiveram em falta! “Ziggy Stardust” de David Bowie foi relembrado em parte no teclado de Reed para culminar em “Street Of Dreams” e vermos Axl mais uma vez a mostrar que não veio para perder! Para minha surpresa, e da maior parte quase, toca a “You Could Be Mine”! Sem correr do lado para o outro, Axl não tem grandes quebras vocais como seria de esperar nesta música que tanto lhe exige. Foi muita adrenalina libertada nesta fase. Estava tudo capaz de roer cabos de aço!

DJ Ashba toca um solo, na tentativa vã de parecer Slash, com a guitarra parecida deste e chapeuzinho e vemos o publico novamente radiado com a “Sweet Child Of Mine”. Aqui sim, vimos que cumpriu, muito diferente do barrete do Rock In Rio, cujo guitarrista anterior levou inclusive assobios! Ao terminar a música, Axl retira-se um pouco para mudar de chapéu e camisa e enquanto isso, parece que nos lembramos da ex-banda de Roger Waters, Pink Floyd com o cover da segunda parte da “Another Brick in the Wall” e para dar tempo a Axl de se ir sentar ao piano. Um piano bem perto de mim, todo ele ladeado de espelhos dispostos na vertical, que reflectiam luzes para todo o pavilhão, enquanto atrás do Axl provinha uma luz pequena. “ November Rain” Foi imediatamente glorificada, adorada por todos, especialmente sentida por mim, que me levou dali até anos atrás, não ao Rock In Rio desta vez, mas sim aos tempos de escola secundária, a memórias humedecidas, que me fez esquecer literalmente quem estava a 2 metros a tocar ali…O meu companheiro de jornada também esmoreceu, mas com alguma dificuldade o encarei. Não é a minha música preferida deles, mas confesso que foi a que mais me tocou em todo o alinhamento. E pronto, acabei por acordar quando, em risos, ouvíamos o riff da “Pantera Cor-de-Rosa” pela guitarra de Bumblefoot. E o bom humor esteve sempre presente. Uma nova incursão ao ultimo álbum com “ Better” e a velhinha “Knockin’ On Heaven’s Door” , cantada por todos com novo estalido de foguetes. Depois, Axl teve um momento de grande generosidade e ia iniciar outra música Do “Chinese Democracy” quando repentinamente pára e inesperadamente começa a “Nice Boys” do álbum Lies, como que a oferecê-la, a pedido de dois rapazes que traziam escrito numa cartolina amarela , “ Nice Boys” apenas! Foi um estrondo! A partir daí, o meu querido amigo e eu, tivemos quase a certeza que o Axl iria aceder ao nosso pedido em tocar a “Don’t Cry” e a não tão frequente “Pacience”…

Ouvimos a “IRS” como se esperava, a enérgica “Nightrain” uma das minhas favoritas ao vivo e um breve retiro para um Encore a seguir. Entra o solo de Bumblefoot e a “Don’t Cry” com os telemóveis a fazer o que em tempos faziam os isqueiros, mas a filmarem ao mesmo tempo…Para mim não era novidade, mas fiquei muito feliz ao ver o meu pequeno companheiro a ouvir pela primeira vez ao vivo esta fabulosa balada. Seguiu-se “Madagáscar” para encerrar o lote de músicas do “novo” álbum (foram 7 tocadas! Metade do álbum!) depois mais uma brincadeira com “Whole Lotta Rosie” dos AC/DC, uma pequena Jam e para encerrar o nosso pedido, da nossa cartolina amarela “BLESS US WITH PATIENCE AND DON’T CRY”, com uma assobiadela enorme a atroar o pavilhão, a “Patience”. Como o eu amigo estava siderado, foi tão bom! Acho que não apreciei a música! EM 2006 não a tocaram e não é costume o fazerem, mas do Axl pode-se esperar qualquer coisa! Estava tão submersa no que se passava ao meu lado que a guitarra acústica soava-me longínqua…Que momento tão lindo creio que foi o mais bonito da noite, e o Axl não teve a culpa toda nisso. Lindo!

Já exaustos , reunimos ainda suor para mais uma derradeira rockada de despedida: “Paradise City” ,desta vez com confetis vermelhos e mais “tiros” e fogo de artificio do que em 2006, e a nossa cartolina a voar para os pés deste imprevisível vocalista…o concerto estava a acabar!

Estes Guns cumpriram. Eram 2horas da manhã quando o concerto terminou. Saímos do Pavilhão 9 horas depois de lá termos entrado, mas valeu largamente a pena! Durante o concerto quando vi voar coisas para o palco, como ursos de peluche, e a cara de desconfiado do Axl, ainda tive receio que ele suspendesse o concerto ou armasse escândalo, mas não. Esteve sempre bem disposto, brincou com o publico, quando lia nos cartazes algo como “Axl, wanna go to a Pijama’s party” ou “ Axl, please take me home!” apontava e gracejava, prosseguindo risonho a seguir. Foi extremamente profissional. Teve mais paragens este concerto do que em 2006, parecia que tinham que recuperar mais entre as músicas o fôlego, o que não é muito bom para um concerto de rock, contudo é normal tendo em conta que está mais velho! Porém, a nível de qualidade vocal e de som, foi muito mais equilibrado e competente do que em 2006, onde se viu mais agitação em palco, menos tranquilidade, mas também menos qualidade.

Depois de ter visto Slash aqui no Porto, em Junho, no Coliseu, e de lhe ter conseguido atirar a bandeira que o Miles Kennedy depois usou no microfone, foi a vez de ver Axl, 4 meses depois, imaginando-os juntos novamente! Foi um sonho e continua a ser até onde o horizonte da memória me permitir…


lily tv