(Ao meu querido diário revelo com justo luto e pesar…)
Pessoas como tu não fazem falta…
Foram tempos desperdiçados, tempos que não te fizeram nem fazem falta.
Deveria ter seguido o meu primeiro instinto, já que esse é o que dizem estar sempre certo… O meu primeiro instinto estava certo, a minha ilusão é que me atraiçoou, o meu acreditar em uma causa perdida, neste caso em ti…Não gostei da tua pessoa quando te vi pela primeira vez no tartan, mas a sorte pregou-me esta partida e fez-me pensar, sentir, passar a adorar aquilo que não é mais do que um sapo revestido de príncipe.
Fácil acusar-me de Madre Teresa quando se pretende definhar as qualidades de alguém, pois quando confrontado com a verdade, rapidamente te contradizes e atacas com um “ Epá tens um feitio fodido!”. Que cliché! E acaso alguma vez o meu feitio foi outro que não este? Não, simplesmente foi o primeiro punhado de areia que a tua mão frágil soube pegar para me arremessar de seguida…Ou guardares apenas o que é mau, os rancores, para alegares que o mau foi em maior quantidade do que o bom. Provavelmente o que desejas é uma pessoa com feitio mole e frouxo, alguém com espelho espírito do teu, mas isso, de facto, não consigo, não é meu apanágio de vida, regredir nas qualidades que ostento só para te acompanhar…Ou talvez o que almejas é uma vagina com uma racha horizontal, ou uma fronha com outros cabelos, diferente todos os dias, ou algo ainda mais impossível e absurdo, ou se calhar, a mais simples de todas as opções, não queres nada pois não sabes o que queres!
Com o fito de te sobrevalorizares e ganhares o teu prélio sobre outrem, alguém que me conhece como a palma da mão, tiveste uma vez a audácia de proferir as inauditas palavras “ele não te merece, não te dá valor…” e eu questiono, e tu?! Quem és tu para arguir quem quer que seja, quando ao cabo de 3 meses não tiveste a iniciativa de sequer querer saber como eu estava, o que eu sentia ou o que fazia? NADA! És bronco, não tens nada de puramente bom para dar, não tens sensibilidade para os outros! Ah, mas ainda assim, conseguiste dizer que “ficaste triste” por eu te dizer que te odeio!...Provavelmente querias que eu levasse na cara e depois te sorrisse e me declarasse a ti ou ainda te pedisse desculpa! Mas em que terra? Nem uma coisa nem outra adiantava, nem mesmo quando, entre beijos, te disse que te adorava, o teu lado mais profundo retumbou…NADA! Agiste mal, menosprezaste o que de bom eu tinha para te dar, todo o meu respeito , todo o meu carinho e dedicação, toda a minha abnegação para te amparar…”não és tu que me vais tirar o sono de noite”, alegavas com orgulho despropositado e total indiferença. Todavia, bem no fundo até entendo a tua grotesca e covarde atitude, fui boa demais para ti e não soubeste o caminho mais delicado e frontal para te retirares…Por que fui doce demais, mas como doce demais, também te enjoei demais! Fui remetida a uma ninharia, a um despojo sem interesse da forma mais ímpia que alguém minimamente digno pode ser. Dei-te importância de mais, para além daquela que minimamente precisavas, mas os teus olhos não viram...
Eram corridas, tardes a pedalar ou a passear, bares a percorrer, locais a visitar, terras a conhecer, bingos a entreter, provas a ajuizar, praias a alegrar, kartings a comandar, projectos a traçar, partilhas constantes a trocar, ideias a brotar, festas e romarias a calcorrear, bolinhos em novas pastelarias a provar, caipirinhas e “pratos a monte” a estalar, as tuas gentes, a tua família a gargalhar, vários leitos e motéis a deambular, concertos a delirar, as rifas e os bilhetes a lucrar, o futebol a ver e a jogar, as mensagens para te amar, as surpresas a infindar , os impossíveis a fecundar, a Cassiopeia para te oferendar ou a viagem de balão a preparar, os pratos a inventar e nunca, mas NUNCA o canapé que permitisse a rotina se instalar…esses caracóis a inalar e a adorar, mais do que a qualquer campo de flores, ou 7ª vaga das marés… e para quê? Para nada! Porque tu gostas do que é simples e fácil, do resto, o floreado, a surpresa, a espontaneidade, cansam-te! Ao ponto de gelidamente me dizeres pouco depois do termino “Li, já passou um mês!”, como quem diz “já la vai, ainda tas ai? Não tem qualquer importância isso…” Pois, é natural sabes, eu não tenho essa tua capacidade “fantástica” de atirar para trás das costas as coisas num estalar de dedos! Mas é normal, se para ti o “coração não passa de um órgão ”, nada mais fácil do que varrer tudo para dentro de uma despensa e fecha-la para que mais ninguém veja a desarrumação que para ali vai… E noutro punhado de areia, dizeres que “ficaram os momentos”! Nem te sabes escapulir convenientemente! É só chavões! Podes pegar nos momentos e emoldura-los e contempla-los, mas com uma diferença do habitual, que eu não morri! Estou bem viva, embora faças todos os esforços possíveis e imaginários para me sepultares! Quem sabe se realmente o que se passou entre nós não significou nada para ti?! O teu silêncio creio que responde a isso perfeitamente…Sou e serei portanto mais um caso mal resolvido e arquivado! Existiu, mas é melhor não pegar nele, ate que perpetue no esquecimento, e fugir, porque o peso da culpa é mais pesado que qualquer besta de carga…Aliás enquadra-se bem em ti o “morar no esquecimento é viver longe da culpa”…então não! A tua tola deita-se na almofadinha sempre limpinha e sem pesadelos, já tu o dizias! Logo, eu não signifiquei nada para ti. NADA. Gostavas de mim porque eu “era diferente das outras”, hum, quanta ingenuidade minha não m ter lembrado que com isso não querias dizer que era melhor que as outras…só era diferente! E por que não variar não é?!
“Não gosto de falar de mim”, afirmas…compreendo inteiramente! É tão podre e pobre o que habita em ti, que se o que mora ai saísse às ruas, poderia causar uma pandemia quase tão grande quanto a tuberculose do séc. XIX, ou mais actualmente a gripe A do séc. XXI. O que tens de bom é tão ínfimo e está tão enterrado no teu fundo que talvez com a ajuda de um guindaste conseguiria ver a luz do dia! E como isso é custoso e dá trabalho, é melhor não falares de ti! Também nos poupas de mais algum tempo desinteressante, que os teus queixumes tomavam conta… Ah e claro, a acompanhar, essa magnifica sintaxe tão “original” e que cai tão bem no goto das pessoas que mal te conhecem, sobretudo o publico feminino, a “Prefiro morrer de pé a viver sempre ajoelhado” Quem te ouve falar assim pensa estar na presença de um herói! Se não acreditas na anarquia, também não devias acreditar na utopia e viver sem subjugações. Gostava de te ver fazeres frente a um patrão se fosses pai com filhos para criar, ou afrontasses no tribunal as leis, ás quais estamos todos obrigados, ou revolucionasses na escola todo o sistema vigente e desafiasses os escalões possidentes, entre outras coisas! Que rebelde! Mas não és o Che Guevara, felizmente! Se tens medo de uma mulher, ou dos problemas que tu próprio crias, pois ate dos amigos foges, então desfazias-te em estrumeira se tivesses que conviver com o som dos fuzis no mato! Aliás, és tão bom comunista que nem á festa do Avante quiseste vir, sob um convite de amigos em que nada terias que pagar! A companhia do teu “amigo” era sempre melhor!...Porque as pessoas que gostam de ti, tratam-te bem para não te quererem ver ajoelhado, até porque não tens hombridade ou sentimentos dignos que pudessem ser suficientes para um orador ou servidor a Deus! Por isso meu querido, ninguém te quer ver nessas poses. Sem embargo, são os teus recalcamentos que te levam a pensar que vives em pecado e que todos te perseguem, para te poderes encostar aninhado, exilado de todos os “males” que o teu cérebro de pássaro cria! Coitadinho! Devem ter-te feito muito mal no passado, mas não eu seguramente. E friso novamente, fica-te bem essa frase, desta forma sempre podes burlar um pouco as pessoas da tua incapacidade de bem falares e melhor, de escreveres sem erros.
(Já deves estar cansado de ler…Mas podes ir tomar um café e voltar depois, ou então ler a vontade e afirmares para ti e para o mundo que não leste isto, pois qualquer uma das opções é irrelevante…)
Dizem que és um bom actor, com ”histórias hilariantes”! És um bom cartão de visita, és atraente, elegante, bonito, asseado, caloroso até em alguns momentos, eras o meu Lionel Richie mas não passas disso. De um cartão de visita, daquelas visitas que se vai e não se quer voltar a ir, que não deixam saudades, somente mágoa e revolta. “we are like superstars, you and me” , cantavas…mas não, tu é que és! És tal e qual um bibelot esbelto e brilhante que cativa qualquer olhar de passagem, contudo, se a estante se move e dela tombas, escacas-te, tal é a solidez da loiça que te compõe e para quem não te conhece, és, de facto, um bom actor, já que desconhece o esterco que tu és. Ou melhor, citando-te “Que lixo de pessoa!”. Tens histórias hilariantes sobretudo para pessoas recém-chegadas a quem apelidas sempre de “grandes amigos”, já que os amigos mais antigos perderam a graça, já não são novidade para ti. Se a vida fosse um jogo como muitos dizem, e que não é, tu serias o campeão. A vida é muito mais do que um jogo, mais do eu o risco e o prazer fugaz das conquistas. A vida , somos todos nós, é o imprevisto e o desagrado, são os problemas que temos que resolver bem, ou pelo menos tentar. Tu jogas sem escrúpulos. Apenas te importa o momento, és homem de presente, sem passados à espera de bons futuros! É de pessoas assim que o mundo está repleto e o mais engraçado é que são pessoas como tu que ganham e são reis na vida. Se eu fosse alta cabra, provavelmente teria ficado ainda contigo até hoje, mas estou longe disso felizmente. Porque nunca tiveste escrúpulos, nem no inicio, nem no fim mal terminado, já que por ti tudo se manteria na mesma se não te tivesse encostado á parede…Porém, tudo nesta vida tem um preço e ninguém ganha sempre sem perder nada, só que há quem perca com categoria e quem perca sem ela…
“Andaste-te a enganar a ti próprio nos últimos 4 meses”. Uau! Que fantástico! Enchouriçaste-me muito bem durante esse tempo, pois nem dei por ela! Mas como bom actor, é normal que não tenha reparado, pois sou uma pessoa crente nas boas acções e sentimentos dos outros, uma ingénua… Deverias ter assumido que andaste a enganar-te o tempo todo, isso sim, era de homem e evitavas o que agora escrevo e sinto. Não gostavas de mim “á tua maneira”, simplesmente não gostavas, que é diferente! Fui um bom ossito de rilhar, mas deixa lá, também o foste. Aliás, se há alguma coisa em que eras realmente bom, era nos lençóis, o resto, fica ao critério das meninas! Os restos são vossos miúdas, aproveitem bem.
Quando já não se gosta, qualquer pequeno defeito é intolerável! Talvez procures algum ser perfeito, alguém que não existe…É a conclusão a que chego depois de afirmares “que nunca gostaste de nenhuma mulher de verdade”. E querias estabilidade no namoro? Lá sabes o que isso é? Atreveste-te, pelo menos para isso, a procurar no dicionário essa palavra? Não tens estaleca para amar ninguém muito menos para falar em estabilidade. Querias de mim uma namorada e não andar apenas, o tempo avançou e “fui ficando tua namorada”, sempre fiel a ti e ao que sentia por ti. Agora que o era, que as coisas se tornaram sérias, já não te agradava, dizes que não era bem aquilo e ate te riste dos meus sentimentos, e das tuas lágrimas de crocodilo iniciais soltaste um sarcástico “ás tantas invertemos os papeis Li”! Quem gosta faz concessões, comunica, mas quando qualquer tipo de discussão se levanta, fugindo pensas que ganhas estabilidade. Eu sou estável, quando gosto gosto, não fujo, não faço fretes e depois me calo para sempre ou acabo relações pelo telefone porque a minha namorada é que me liga! Tomara muitos casais de namorados terem vivido o que vivemos e terem sentido a estabilidade que chegamos a ter. Havia paixão, aventura, dedicação, iniciativa, alegria…Estabilidade não é não discutir, pelo contrario, é isso também, é partilhar, é saber, é crescer lado a lado, é confiar e dar a confiar, é muito mais do que aquilo que possas imaginar…Afinal de contas o que posso eu esperar de um ser que em pleno séc. XXI me diz “nesta vida só confio na minha mãe!...” (e tens 24 anos acabadinhos de fazer, sim que não me esqueço nunca de aniversários nem preciso de lembretes…) Evoluçao?! Naaaa…talvez em ano e meio não me tenhas conhecido bem o suficiente para saberes que sou digna de confiança e talvez o melhor seja nunca saíres da saia da mamã!
Dormi com o diabo em 4 meses. Nunca me enganei quando dizia que tinhas caso mal resolvidos, a minha intuição não falhava, até porque o nosso foi assim! Quer dizer, para mim foi mal resolvido, mas para ti não! Bastou virares as costas e está tudo resolvido. Mas eu insistia, queria provar ao mundo o que sentia e naquilo que acreditava e lutei…Deste o chuto e bola para a frente, a “Li que se foda”, pensavas. Pior que seres uma pessoa interesseira é seres uma pessoa ingrata! Não teres o mínimo de tacto para bem tratares quem bem te tratou. És cão que não conhece dono, um par de olhos sem rosto, um filme triste guardado numa caixa com uma imagem prometedora, um livro sem palavras escritas, mas cujas páginas antevêem um fim vazio e desinteressante…Serves-te das pessoas da forma mais escandalosa que alguma vez se viu. Recebes e esperas receber, e só dás para poderes receber! Não dás valor nenhum às pessoas, coragem para procurar colinho e te vitimizar junto de outros que ainda têm pena de ti e tomam dores de barriga por ti, dado o total desconhecimento de causa. Aposto que a próxima desgraçadinha que cair no teu conto de vigário dirás sobre mim “ Ah, ela preenchia-me tanto…”… pois e “porque acabaste então?! Se ela era tua amiga e te tratava bem e te preenchia…” questionam-te as pessoas com alguma curiosidade. “Porque não dava”, sintetizas abrupta e estupidamente. És assim. Ninguém te preenche, porque ninguém pode preencher um espaço que nem tu sabes sequer se existe, se tens , pois não sabes o que queres, Sad but True! E serás assim toda a vida… Indignas-te do facto de eu falar a outras pessoas sobre nós, indignas-te por eu me indignar contigo, indignas-te pelo facto de a opinião geral não te ser abonatória…è evidente! Eu fui vilipendiada da forma mais desonrada e vergonhosa possível! Foste o meu algoz, o que querias?! Fizeste algo para contrariar isso? Para emendar algum estilhaço? Anda sentar-te no banco dos réus e vemos então o que dirão! Se não se gosta é necessário fazer-se?! Sim, fizeste, claro! E de que forma? Passaste um Verão inteiro com um “amigo”, afinal de contas deu-te emprego, levou-te a passear para todo o lado, era o teu chauffeur, até de companhia te serviu para as bodas de ouro dos teus avós, cujo lugar seria meu por convite oficial, e eu onde estava? Não te importava! Eu era nada para ti…Resumidamente, a tua resposta foi tornares-te numa puta. Só que as putas, ao menos admitem o que são, estão á vista de todos, ganham dinheiro e algum prazer! Transcrevendo alguém que conheces tão bem, aplico bem a ti o “(…) Afogou o frémito sagrado da exaltação pia, do entusiasmo cavalheiresco, da melancolia, pequeno-burguesa , na água gelada do cálculo egoísta (…)Numa palavra, no lugar da exploração seca, directa, despudorada, aberta.” …Tu também ganhaste, ganhaste o passaporte de saída, um colinho, junto de alguém cujas boas intenções deixam muito a desejar e que até te aconselharam contra mim e tu influenciável como és foste indo, sem retorno…Recusavas estar tão preso a alguém como te sentias em relação a mim… á tua namorada! Carago, não recusaste estar preso a um “amigo” como estiveste! Às tantas ele era melhor companhia do que eu para tudo, não é? Mesmo que até te prendesse mais do que eu! Revelaste-te um fraco, és bacoco, uma toupeira (mas não no sentido daquela que esburaca como diz o Zeca Afonso, embora também esburaques, mas em sentidos pejorativos entenda-se!), alguém cuja superficialidade não permite pensar com longo alcance, mas que acredita ser merecedor de qualquer tipo de pedestal.
Tudo o que criticavas outrora nos outros, é o que fazes e és agora…
Há quem diga que sou construtora de pontes entre pessoas, e não sou arquitecta, já tu és construtor de vazios e tristes vácuos, mas és actor e aspirante a historiador.
Se te deixassem sem resposta aos teus convites, desistias, o mesmo fiz eu e ainda assim te julgaste no direito de achares que eu estava errada, NUNCA me procuraste para rebater essa ideia que criaste, porque no fundo ate te serviu a ideia de que eu “estava errada” e assim deveria continuar sem direito a qualquer tipo de debate…”eu que me acreditasse em ti, nada mais!”, fluía assim o teu pensamento estático. Felizmente que mesmo sozinha, consegui cumprir os objectivos que tinha traçado contigo para este ano, e sinto-me muito bem com isso e não precisei de muletas como as tuas.
Para salvaguardares a tua compleição de homem com princípios, que repito, não tens, disseste que estiveste um ano sem ninguém, após o fim do teu último relacionamento, porque, lá está, supostamente aquela pessoa preenchia-te! E a mim confessaste isso pelos teus anos em 2007 com algum pesar. Concluo que nessa data ainda gostasses da tua ex, pelo queixume, pela mágoa que vislumbrava nos teus olhos. Mas, como começaste a andar pouco tempo depois dos teus anos comigo, nem um mês, afinal, apercebo-me que não gostavas assim tanto dela como dizias e eu no fundo não tinha vindo após um ano da tua “seca”, mas sim pouco tempo depois !... Senão como poderia agora confirmar que ao fim de quase 3 meses do nosso término, já eu era passado, na mente, no espírito, no coração (que não tens), no corpo e na cama. Sim, eu já tenho substituta! Sem comentários…E eu também te preenchia segundo as tuas palavras! Não é difícil de saber que até nisso me mentiste. Ao fim de um ano não tiveste ninguém sério, mas da maneira que cogitas e sentes com os testículos e com os olhos sequiosos de beleza e novidade, não é difícil portanto fazer de conta que a Lily nunca existiu, pois já arranjaste novo guardanapo com que te limpares. Pena é que se calhar esse teu novo “embrulho” não saiba com quem anda, e tem pena de ti pelo teu passado e até pensa que não tiveste ninguém há um ano atrás! Mas tiveste! Tiveste-me a mim até Junho e isso é real, de carne e osso como eu! Do jeito que és, é sempre melhor dares uma de coitado, de cachorro abandonado, quando o desertor aqui és tu e da mesma forma que me enganaste a mim, enganas qualquer rapariga que se interesse por ti. És um individuo boçal, de pensamentos mefistofélicos e com limpezas interiores por fazer, sem um pingo de vergonha nessa cara de pau, se é que se pode chamar “cara”, porque os asnos com óculos não têm cara, já dizia um “poeta”…
Nenhuma das escolhas que tomas são genuinamente tuas, os teus projectos são vagões que te são atirados , que te vêm de fora e tu agarras cheio de oportunismo e para eles saltas, permitindo que eles te levem algures…até que essa carreira se torne desinteressante e esperes que outro vagão te venha buscar, sem teres qualquer iniciativa de mudares por ti a rota…És estéril em tudo o que és e representas…Foste e és “Levezinho”, lembras-te? Não é porque filosofas ou sonhas no real termo da palavra, como dizias fazer e tentavas passar aos outros, porque tu és gelado, és “Levezinho” por que és oco e nunca fizeste peso na minha mala ou nas minhas memórias e nem és uma personalidade de peso como julgas ser, pois quem te vangloria, ou é/ foi ingénuo como eu e mal te conhece, ou é puramente tão “bom” como tu…
Não podias nem podes cuspir no prato porque no fim de contas quem é tratado como rei só tem é que agradecer por isso!
Contrariamente aos teus apavorados encerramentos de assunto, por falta de argumentos ou capacidade de disputa, já Dostoievski dizia “que pode falar-se sempre algo novo sobre um assunto velho”, pois bem tu és um assunto velho, sobre o qual terei sempre palavras novas para escrever ou proferir.
De tanto que remexi e vivi, antes, durante e após de ti, certifico-me que pescador não é o indolente de cana estática que lança o isco á espera de obter um simples manjar para uma jornada, mas sim o bravo com fé que se lança ao mar revolto na incerteza da sua sorte, derreado em esforços, desembaraçando as redes para uma captura maior e melhor, com durabilidade alargada de consumo…talvez para uma vida. Não és portanto pescador, nem nunca serás.
Eu adorava-te de corpo e mente…As pessoas dizem para não pensar e esquecer…Na realidade é difícil, recuso máscaras, devo confessar que não me és indiferente, de tanto mal que me deixaste, e fizeste sentir, no que de BELO dizias sentir/existir e soubeste tão infantil e facilmente destruir...Pelo sofrimento que causei a outros inocentes, no fundo isto eu mereci e ponho a minha cabeça na guilhotina. Mas no que te diz respeito, foco-me por fim no quanto te odeio e nada mais me importa de ti… Odeio-te.
E já me protelei deveras nesta “ode”, apenas para rematar que…NÃO VALES NADA.










